Na semana em que Económico ultrapassou os 50 mil seguidores no Facebook, o site do Económico lançou um desafio aos leitores.
Líder em Portugal em todas as plataformas (na imprensa com o Diário Económico, na Internet com o Económico.pt e na televisão com o Etv), o Económico atingiu outro recorde: em seis meses ultrapassou a barreira dos 50 mil "amigos" no Facebook.
No mês de Maio, o Económico reforçou a liderança e atingiu um novo recorde, com 5,4 milhões de visitas, um nível de audiência histórico e nunca antes conseguido por um site de informação económica em Portugal.
Para comemorar o feito, foi lançado um desafio aos leitores. Complete a seguinte frase: "Eu quero que Portugal..."
Clique neste 'link' para participar na iniciativa
“Portugal vai dar a volta por cima” e “Portugal não falhará”, foram estas as principais mensagens de alguns decisores políticos e económicos que falaram ao País.
Carlos Santos Ferreira, presidente do BCP, foi o primeiro. Entrevistado por Marcelo Rebelo de Sousa no passado domingo, Santos Ferreira reiterou a confiança de que a banca portuguesa conseguirá cumprir com o rácio Core Tier 1 (rácio de solvabilidade) acordado no memorando de entendimento com a ‘troika’ – de 9 por cento até ao final deste ano.
Santos Ferreira apontou também o exemplo dos bancos suecos, que na década de 90 passaram por grandes dificuldades financeiras mas conseguiram recuperar. Num tom calmo, bastante claro e descontraído, o presidente do BCP sublinhou que o País “vai dar a volta por cima.”
Na terça-feira, dia 21, foi a vez de Passos Coelho, no discurso de tomada de posse, transmitir uma mensagem de confiança e de optimismo aos portugueses. “Eu sei que Portugal não falhará”, foi a declaração escolhida pelo primeiro-ministro para terminar a intervenção.
Na sua página do Facebook, o Presidente Cavaco Silva escreveu que é preciso trabalhar “sem medo do futuro”. Uma parte desse futuro continua a ser discutido hoje na cimeira de Bruxelas.
Quem parece não ter medo do futuro é André Villas Boas. O antigo treinador do Porto assinou um contrato de três anos com o Chelsea. Na primeira entrevista que deu ao canal oficial do clube Villas Boas disse estar sedento de vitórias.
O aviso é para levar a sério. Villas Boas, tal como Mourinho e Ronaldo, só pensam em ganhar. Sobretudo os dois últimos elevaram o nome do País para um patamar quase impossível de igualar.
Mourinho e Ronaldo não se comparam com gregos, irlandeses ou finlandeses. Nem mesmo com italianos, franceses ou alemães. E também devem ser os dois únicos portugueses a salvo das lições de moral da senhora Angela Merkel.
Termina hoje a data limite para a publicação da lista de candidatos que vão suceder a Strauss Khan na liderança do FMI. A francesa Christine Lagarde e o mexicano Agustin Carstens são os únicos nomes na corrida. Lagarde, ministra da Economia e Finanças de França, tem a vitória praticamente assegurada, mesmo com uma parte da tradição a jogar contra ela - o Fundo Monetário Internacional nunca foi liderado por uma mulher.
A outra parte da tradição é favorável. Desde 1940 que o FMI é governado por um europeu e Lagarde vem de um dos países mais poderosos da Europa. Conquistou o voto dos influentes Berlusconi e Angela Merkel, seguindo-se o apoio de outros líderes europeus e também dos Estados Unidos.
A luta com Carstens parece desigual, mas por culpa do próprio. O governador do banco central do México tem pouca influência no meio político e financeiro, além de que o peso do México no FMI não é relevante – prova disso, não conseguiu reunir o apoio declarado de todos os países emergentes. Ontem, em Pequim, Carstens acusou a Europa de não promover “um processo baseado no mérito”.
O governador do banco central do México disse ainda que a corrida contra Lagarde ainda não acabou. A ministra francesa não respondeu. É que quem vai á frente na corrida não perde tempo a olhar para trás.
A boa notícia: Foi ontem assinado o acordo de coligação entre o PSD e o CDS. O primeiro-ministro Passos Coelho garante que o novo Governo vai recuperar a confiança dos portugueses e também a imagem de Portugal aos olhos dos investidores. Passos acredita também que o País pode regressar aos mercados antes dos dois anos, o período previsto no acordo com a ‘troika’.
A má notícia: Numa altura em que Portugal e os portugueses mais precisam de recuperar a confiança no plano económico, político e social, os candidatos a magistrados foram apanhados a copiar num exame do CEJ.
Richard Branson, o patrão da Virgin, é um empresário que sabe aproveitar a vida. Passa grandes temporadas na Necker Island, uma ilha das Caraíbas, acompanhado de amigos e amigas. Foi ali, por exemplo, que teve a ideia de lançar turistas para o espaço. Ontem, numa entrevista ao canal Bloomberg sobre o futuro da Virgin, o empresário falou a partir de Miami: bronzeado, descontraído e de costas para o mar. Com uma fortuna avaliada em 4,4 mil milhões de dólares, Branson é conhecido como o empresário mais divertido do mundo e o que mais depressa aprendeu com os erros: aos 20 anos criou uma empresa de comercialização de aves. Não resultou. A seguir, criou uma empresa de venda de discos chamada Virgin…
"My idea for Portugal to be out of the crises: Portugal shall invite one best economic expert from the world to help the economic growth of the country"
Regards, Yanyan Qiu
A iniciativa “Uma ideia para Portugal sair da crise. Qual é a sua?” já atingiu as 500 propostas em apenas uma semana - E ultrapassou fronteiras. O Económico recebeu (e continua a receber) emails de países tão variados como a China, Venezuela, Brasil, Angola, Moçambique, Estados Unidos, França, Luxemburgo, Irlanda do Norte e Inglaterra.
Os testemunhos das personalidades também vão continuar. Paulo Teixeira Pinto, Maria do Carmo Fonseca ou Augusto Mateus foram alguns nomes que já contribuíram para a iniciativa do Económico. Nos próximos dias outros nomes se seguirão.
No dia em que o FMI aterrou em Portugal, o país tremeu. As medidas de austeridade que serão impostas aos portugueses tornaram-se o principal motivo de conversa nos jornais, nas televisões, em casa, na rua e na mesa do café.
Está na altura de ouvir as propostas dos portugueses para o País sair da actual crise - Política, Finanças, Economia, Justiça e Sociedade são temas que nos preocupam a todos. Por isso, o Diário Económico, o Económico.pt e o canal ETV desafiam os leitores para participar na iniciativa: “1 ideia para Portugal sair da crise. Qual é a sua?”.
Para participar envie-nos a sua ideia para o email: umaideia@economico.pt. Os leitores com as cinco melhores ideias serão, posteriormente, contactados para um debate no ETV.
Muammar Kadhafi recusa-se a dormir em apartamentos e hotéis. Quer esteja na Líbia ou tenha fugido para a Venezuela, o presidente nunca se separa do seu dormitório preferido: uma tenda de beduíno, equipada com computador, telefone, ar condicionado e casa de banho. No interior da tenda e à volta da dela estão sempre um grupo de Amazonas (a guarda feminina de Kadhafi) vestidas com uniforme militar. Um grupo de homens, armados até aos dentes, completa a segurança do líder Líbio.
O chefe de estado sempre teve um fascínio por tendas no deserto. Aliás, mesmo na líbia, o presidente passa a maior parte do tempo numa zona árida nos arredores de Tripoli, a capital do país. É ali que recebe políticos, empresários e líderes internacionais, como Tony Blair. Nas viagens ao estrangeiro usa o mesmo método. Em 2009, de visita aos Estados Unidos, queria montar a tenda de viagem no Central Park. O governo americano recusou o pedido e Khadafi foi obrigado a dormir noutro lado.
Dois anos antes, em 2007, o chefe de estado tinha tido mais sorte. Num encontro ao mais alto nível em Paris, conseguiu autorização para dormir em pleno centro da capital francesa, mais precisamente em frente ao palácio presidencial do Eliseu. Mais uma vez, as Amazonas não o largavam. No mesmo ano, durante a realização da Cimeira EU-África, que decorreu em Lisboa, instalou a tenda no forte de São Julião da Barra, em Oeiras. Por questões de segurança, o presidente trouxe também um BMW 325, que funciona como inibidor de frequências magnéticas, impedindo as comunicações móveis.
Filho de um casal de nómadas beduínos, ele nasceu em 1942 na região desértica de Syrte. No entanto, Kadhafi nunca revelou nem o dia nem o mês do nascimento. Alguns historiadores dizem que nasceu em Junho, enquanto outros apontam para Setembro. Como a certidão de nascimento não existe, o mistério ainda se mantém. Muammar, de 69 anos, é um dos líderes mundiais que está há mais tempo no poder, já que é chefe de Estado da Líbia desde 1969, onde instalou a Jamahiriya Líbia, ou socialismo árabe. Desde jovem que demonstrou ter perfil para ser líder e militar. Integrou a Academia Militar de Benghazi, segunda principal cidade do país, e a Real Academia Militar em Sandhurts, na Inglaterra.
Aos 27 anos, fez parte das tropas revolucionárias que a 1 de Setembro de 1969 acabariam por tomar o governo do país, tendo como líder Al Magrabi. Pouco tempo depois da tomada do poder, Al Magrabi abandona os comandos do país e Kadhafi assume o cargo de líder da revolução líbia com o título de Coronel. Em 1975, Khadafi escreveu o seu “Livro Verde”, que resume a sua ideologia e defende a “democracia islâmica”.
Após a tomada do poder, o presidente Líbio declarou ilegais as bebidas alcoólicas e os jogos de azar. Exigiu ainda a retirada americana e inglesa das bases militares, expulsou as comunidades judaicas e aumentou a participação das mulheres na sociedade. No início da década de 90, a ONU impôs sérias sanções ao país, acusando o líder de financiar o terrorismo – são conhecidas as ligações ao IRA, na Irlanda do Norte, e a movimentos de libertação palestiniana.
Condenou as acções terroristas da Al-Qaeda, mas disse que era preciso entender as motivações que estavam por trás deste grupo. Suspeita-se ainda da sua ligação ao grupo que sequestrou e assassinou membros da comitiva israelita nos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972. De qualquer forma, a Líbia assumiu formalmente responsabilidade pelo atentado contra o avião da Pan Am, em Lockerbie, na Escócia, em 1988 (270 mortos) e abandonou o programa de armas de destruição maciça. As sanções das Nações Unidas foram suspensas e relações com o Ocidente foram reatadas.
Em Maio de 1998, o chefe de estado líbio sofreu um atentado levado a cabo pelo grupo extremista Movimento dos Mártires Islâmicos. Foi atingido com um tiro, mas salvou-se. Agora, a situação é muito mais grave. Ontem, um dos 9 filhos de Khadafi, Saif al-Islam, avisou que o regime irá "lutar até ao último minuto, até à última bala" para manter o pai no poder. Depois do que se passou com Hosni Mubarack e Ben Ali, o impensável está a acontecer: o regime pode cair e a tenda do Coronel Khadafi nunca mais será montada na Líbia.
Vídeo do Youtube com imagens dos protestos na Libia
Ben Ali, o ex-presidente tunisino que agora está em coma, é conhecido como o candidato 99,9 %- um cognome diferente, baseado em números. Normalmente, os líderes têm títulos fortes. Impostos por eles ou pelo povo, é impossível esquecer “O Querido Líder” da Coreia do Norte ou “O Canibal” da República Centro Africana - Jen-Bédel Bokassa. Ben Ali é o homem dos três dígitos porque foi com esta percentagem que ganhou três eleições consecutivas: em 1989, 1994 e 1999. Na última reeleição, em 2009, modificou a constituição para garantir a permanência no poder e venceu com 89,62% dos votos. Se analisássemos só os números, até parecia que o regime estaria de pedra e cal durante muitos anos. Puro engano. Os resultados das votações escondiam um castelo de cartas prestes a desmoronar-se.
O povo saiu à rua, exigiu a saída do presidente e Ben Ali fez-lhes a vontade: poucos dias de revolta foram suficientes para o fazer desistir do poder. Há quem diga que fugiu para a Arábia Saudita, enquanto outros defendem a tese de que continua na Tunísia. De acordo com um jornalista francês terá sido transportado hoje de urgência para o hospital de Jidá, tendo sido admitido naquela unidade hospitalar com um nome falso por motivos de segurança.
Ben Ali está a beber do próprio veneno. O ex-presidente assumiu o poder após um golpe de Estado, em 1987. Nesse ano derrubou Habib Bourguiba, alegando que o governante era "incompetente, muito velho e doente" para dirigir o país. Prometeu a transição para a democracia (coisa que nunca fez), abriu o país ao investimento estrangeiro e fomentou o crescimento económico, especialmente o turismo - as praias da Tunísia eram o destino preferido de muitos europeus). Fez ainda algumas reformas económicas importantes e reforçou os direitos da mulher na sociedade.
No entanto, a elevada taxa de desemprego entre a população jovem e a enorme pobreza em certas regiões do País foram o rastilho de pólvora que levou à explosão do regime de Ali. Nascido no seio de uma família humilde da cidade litoral de Hammam Sousse, formou-se na famosa escola militar francesa de Saint-Cyr, em Paris, e num centro de inteligência militar, nos Estados Unidos. Casado por duas vezes e com seis filhos, estes familiares são alvo de um mandado de captura internacional a pedido da Tunísia, que acusa o presidente deposto e o seu circulo próximo de terem roubado milhões ao Estado tunisino.
De facto, segundo o Banco Central da Tunísia, o financiamento do sector bancário às empresas do clã Ben Ali foi avaliado em 2,5 bilhões de dinares (1,3 mil milhões de euros), sendo 430 milhões de dinares (224 milhões de euros) deste montante sem garantia de reembolso. O dinheiro da família foi depositado em contas no estrangeiro, mas os bens que ficaram foram saqueados no dia em que largou o poder: o Ferrari 599 GTB, que pertencia a Ben Ali, foi roubado da residência oficial, sem qualquer cuidado, em cima de um monta-cargas. O automóvel está equipado com um poderoso motor V12, acelera dos 0 a 100 km/h em 3,7 segundos e atinge os 330 km/h de velocidade máxima. Há luxos que não duram para sempre. Ben Ali e Hosni Mubarack já os perderam. Quem será o próximo?
O financiamento do sector bancário às
empresas de Ben Ali foi avaliado em
1,3 mil milhões de euros
O Ferrari 599 GTB, que pertencia a Ali, foi
roubado com um monta cargas
Hosni Mubarack é um homem confiante. O seu discurso à nação (em que afirmou não se recandidatar às eleições de Setembro), só pode ser interpretado de uma maneira: quem é perito a salvar-se em situações de desespero acredita sempre que vai vencer. Afinal de contas, ele é mestre a escapar de emboscadas: no dia 6 de Outubro de 1981, o anterior presidente, Anwar Sadat, foi morto num atentado levado a cabo por radicais islâmicos durante uma parada militar no Cairo. Mubarack estava sentado ao lado de Sadat, mas os tiros não o atingiram. Nesse dia, ganhou uma segunda vida. E, nos anos seguintes, foi ganhando mais vidas. No total, o presidente escapou a seis tentativas de assassinato – a pior de todas aconteceu em Addis Abeba, capital da Etiópia. A limusina que o transportava foi alvo de um ataque terrorista. Mais uma vez, Mubarack saiu ileso.
Nascido na pequena aldeia de Menofya, uma província perto do Cairo, o presidente formou-se em Ciências Militares, em 1948. Em 1950, receberia o diploma em Ciências da Aviação pela Academia Aérea do Cairo. Casado com Suzanne Mubarack (que tem nacionalidade inglesa), tem dois filhos e um deles (Gamal) é apontado como o provável sucessor do pai. Aos 82 anos, Mubarack levanta-se todos os dias às seis da manhã e, antes destes dias atribulados, ia directamente para o ginásio ou então jogava squash. Também não fuma nem bebe bebidas alcoólicas.
Com um presidente saudável, os apoiantes acreditam que vale a pena lutar por ele. Hoje, na praça Tahrir, manifestantes pró Mubarack enfrentaram o outro lado – uma batalha campal digna da idade média, com cavalos, camelos, paus e pedras. Diz-se que os seus apoiantes terão recebido 25 euros para ir a combate. Mubarack não estava lá, mas luta à distância para se manter à frente do país. E luta também para escapar à sétima tentativa de assassinato.
Mubarack já escapou a seis tentativas de assassinato
Num ano em que as receitas dos casinos portugueses caíram 0,8% face a 2009, a Amorim Turismo decidiu investir num casino em Tróia, que será inaugurado à meia-noite do dia 1 de Janeiro. O presidente do grupo, Jorge Armindo, prevê para o casino uma facturação anual entre oito e dez milhões de euros e espera até mil visitantes por dia. À margem dos números, o Económico visitou o casino 48 horas antes da abertura. É uma reportagem de bastidores – as ‘slot machines’, que viajaram de barco e de camião até Tróia, estavam a ser testadas, os técnicos multimédia certificavam-se de que toda a tecnologia se encontrava em ordem e os pintores davam os últimos retoques nas paredes do casino. Visitámos ainda o cofre onde irão ser guardados 250 mil euros em dinheiro e um milhão de euros em fichas. Uma reportagem que pode ler hoje na edição impressa do Económico. E, em forma resumida, no seguinte link: http://economico.sapo.pt/noticias/casino-d
Os últimos testes às 'slot machines'
Na Canton Road, em Hong Kong, um cliente é tão bem atendido como se estivesse na Madison Avenue, em Nova Iorque, ou na Óscar Freire, em São Paulo. O nome da rua é pouco pomposo, mas para a elite de milionários chineses (há 1 em cada 17 mil habitantes) isso pouco importa. O que eles querem é ter tudo ao pé de casa sem precisar de apanhar o avião para comprar uma mala Jane Birkin, um anel de ouro da Cartier, um relógio da Louis Vuitton ou um par de sapatos Salvatore Ferragamo. E as marcas de luxo fizeram-lhes a vontade. Em Canton Road, Pedder Street, Peking Road ou Austin Road, as limousines e os Ferraris estacionados à porta das lojas indicam que só vale a pena entrar se tiver dinheiro para gastar.
Por exemplo, na loja da Hermès de Canton Road, as mordomias são as mesmas da Europa. O cliente é levado imediatamente para uma zona mais recatada e convidado a sentar-se numa poltrona. Depois, um funcionário oferece-lhe uma flûte de champanhe Perrier-Jouët e uma caixa com bombons de chocolate. Em casos excepcionais, a loja poderá ser fechada para que fique mais à vontade. No final das compras, os sacos serão levados a casa.
Na cidade de Hong Kong, os milionários gostam de andar com as mãos livres. São precisos poucos passos para sair da Cartier ou da Louis Vuitton para dar de caras com a Dunhill, a Rolex ou Mont Blanc. Com a diminuição do consumo na Europa e nos Estados Unidos, o mercado chinês foi a solução encontrada pelas marcas de luxo para facturar mais. A China tem a segunda maior economia do mundo (está atrás dos Estados Unidos e ultrapassou recentemente o Japão) e, o ano passado, a economia chinesa cresceu 8,9 por cento. Segundo a revista Forbes, os 40 maiores milionários chineses dobraram a fortuna em 2009.
Uma boa fatia dos nomes desta lista tornou-se rico através da indústria automóvel ou de investimentos financeiros. Por outro lado, o mercado de artigos luxuosos produzidos internamente ainda está a dar os primeiros passos. A Shangai Tang foi a pioneira. Esta marca, que fabrica peças de vestuário, saiu de Shangai para conquistar o mundo: abriu lojas em Nova Iorque, Las Vegas, Paris ou Madrid. Uma boa parte dos clientes são estrangeiros e isso deixa os responsáveis da Shangai Tang bastante orgulhosos. Afinal de contas, não é nada fácil mudar a imagem de uma nação, que durante décadas se vestiu com um uniforme militar igual ao de Mao Tsé Tung.
Na Canton Road, em Hong Kong, estão as melhores marcas de luxo (foto flickr)
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